Atelier

Criação e Produção de produtos de arte e decoração

João Batista

Eu, João Batista, artista plástico movido pela vontade de transformar a matéria em expressão e significado.

Encontro na arte a forma mais autêntica de comunicar emoções, contar histórias e dar vida às minhas ideias, através da experimentação, da criatividade e da dedicação que coloco em cada detalhe.

A minha inspiração nasce da natureza, do avatar da natureza , da arquitetura e de tudo aquilo que desperta a minha curiosidade.

Gosto de explorar diferentes materiais e técnicas, desafiando constantemente os meus limites e descobrindo novas possibilidades criativas.

Cada peça que crio representa um processo de descoberta, onde a experimentação e o trabalho artesanal caminham lado a lado.

Mais do que criar objetos, procuro desenvolver obras com identidade, capazes de transmitir emoções e estabelecer uma ligação genuína com quem as contempla.

Acredito que cada criação deve refletir autenticidade, dedicação e paixão, transformando a matéria em algo único e intemporal.

É no cuidado, na atenção ao detalhe e no amor pelo que faço que encontro a essência do meu trabalho.

Cada peça é uma extensão da minha visão artística e da minha vontade de criar obras que inspirem, mantenham o seu significado ao longo do tempo e contem uma história própria.

Ascensus

A elevação do espírito.

A peça “Ascensus” é uma obra que reflete a forte ligação do artista à simbologia ancestral e espiritual associada a esta figura. A composição articula diferentes materiais e linguagens visuais, combinando um busto em fibra com asas em PVC recortadas e esculpidas manualmente. Estas foram posteriormente enriquecidas com relevos desenvolvidos através de uma argamassa criada pelo próprio artista, conferindo-lhes textura, profundidade e expressividade. A aplicação de diferentes tonalidades nas asas cria subtis variações cromáticas que se transformam com a incidência da luz, reforçando a atmosfera mística da peça. Assente sobre um pedestal robusto, esculpido em poliuretano e revestido com argamassa de cimento para reproduzir a aparência de rocha natural, o conjunto estabelece um contraste entre a solidez da base, a simplicidade do busto e a elegância das asas, elementos que se complementam para transmitir uma sensação de elevação, beleza e transcendência.

Nidus Lucis

O abrigo da vida e da luz.

A peça “Colmeia” nasce do fascínio do artista por universos suspensos e habitats imaginários, inspirados pela ideia de um mundo aéreo onde natureza, fantasia e arquitetura orgânica coexistem. A peça combina referências a colmeias e ninhos, criando uma estrutura que evoca abrigo, comunidade e ligação ao meio natural. As texturas terrosas reforçam essa relação com a natureza, enquanto a iluminação introduz uma dimensão etérea e misteriosa, conferindo à obra uma atmosfera quase onírica. Entre o real e o imaginário, a Colmeia convida o observador a explorar um território suspenso, onde a matéria e a luz se unem para dar forma a um universo de inspiração orgânica e contemplativa.

Revelatio

A descoberta que emerge da matéria.

A peça surge de um processo de experimentação livre com PVC, sem um conceito previamente definido. Durante a exploração das possibilidades do material, o artista foi acumulando formas moldadas que, ao serem observadas em conjunto, revelaram inesperadamente a estrutura orgânica de uma flor. A obra desenvolveu-se a partir dessa descoberta intuitiva, combinando técnicas de aquecimento, moldagem e arrefecimento para criar o movimento delicado das pétalas. A ação do calor sobre o PVC deu origem a diferentes tonalidades, texturas e efeitos de craquelé, enriquecendo a superfície da peça e evidenciando o carácter experimental do processo. Resultado da conjugação entre observação, acaso e domínio técnico, esta flor representa a capacidade criativa de transformar experiências materiais em formas poéticas, revelando a beleza que pode emergir da exploração espontânea e da descoberta..

Primus

(Guerreiro) o primeiro.

A peça “Primus” nasce da reinterpretação de uma das formas mais elementares do jogo de xadrez: o peão. A partir desta referência, a obra transforma-se numa reflexão sobre a determinação, a visão e a capacidade de concretizar. A cabeça, propositadamente ampliada, simboliza uma mente excecional, associada à força de carácter, à ambição e à capacidade de ultrapassar limites. O corpo robusto e a capa evocam a figura do herói contemporâneo, enquanto os elementos em corda remetem para as origens, a humildade e a ligação à condição humana. Assente sobre uma base sólida e estruturada, o conjunto transmite estabilidade, resiliência e enraizamento. Inspirada por figuras que marcaram o artista pela sua coragem, espírito criador e perseverança, a peça reúne diferentes simbolismos numa representação escultórica de força interior, liderança e superação.

Aeternum

Monza (“eterno”).

A peça Aeternum teve origem na observação e reinterpretação de um antigo candelabro, cujas linhas e estrutura serviram de inspiração para o desenvolvimento desta obra e de outras peças da mesma coleção. O artista procurou preservar a essência formal do objeto original, simplificando alguns elementos, como os suportes para velas, e adaptando a sua geometria para garantir maior estabilidade e sustentabilidade. Embora a versão apresentada seja executada em cerâmica, a obra pode ser produzida noutros materiais, como fibra, permitindo responder a diferentes contextos de utilização, nomeadamente em espaços exteriores ou quando é necessário reduzir o peso da peça. A peça integra uma coleção exclusiva, mantendo o seu carácter único, embora possam ser realizadas réplicas mediante encomenda. O acabamento resulta de um processo experimental de reações químicas sobre superfícies metálicas, explorando tonalidades de ouro envelhecido, bronze, latão e níquel. A utilização de elementos como sal grosso, vinagre e água oxigenada permitiu criar uma pátina marcada por tons esverdeados e oxidados, evocando a aparência de um objeto antigo. Com este tratamento, o artista pretende transmitir a ideia de um candelabro nobre, pertencente a outra época, que, após séculos de existência, foi reencontrado e preserva as marcas do tempo, conferindo à peça uma forte carga histórica e estética.

Vultus Terrae

(Parede Rocha) parede escultórica.

“Primordio” nasceram de uma mesma inspiração: o fascínio do artista pelas formações rochosas e pelas texturas esculpidas pela ação do tempo e dos elementos naturais. Desenvolvidas numa linguagem visual comum, estas peças procuram recriar a riqueza orgânica da pedra, explorando relevos, profundidades e irregularidades que evocam ambientes naturais. Enquanto a Vultus Terrae se apresenta como uma composição mais expansiva, concebida para integrar jardins verticais tridimensionais e criar uma sensação de volume e movimento, o Primordio aprofunda essa exploração em 360 graus, incorporando formas que remetem para estalactites, estalagmites e estruturas geológicas complexas. Ambas as peças foram esculpidas em EPS e posteriormente revestidas com redes e argamassas cimentícias, recebendo depois um cuidadoso trabalho de pintura com nuances, degradês e transições cromáticas inspiradas nos efeitos da erosão e dos cursos de água sobre a rocha. O resultado é uma interpretação artística da natureza, onde técnica, textura e realismo se unem para criar peças de forte presença escultórica.

Insula

(Rocha Suspensa) ilha suspensa.

A peça “insula” integra a coleção inspirada nas formações rochosas naturais, assumindo-se como a interpretação aérea deste conjunto de obras, que inclui também um vaso escultórico e uma peça de parede. Combinando referências orgânicas presentes noutras criações do artista, nomeadamente a ideia de habitat suspenso explorada na Colmeia, esta peça propõe uma visão de uma formação rochosa elevada, quase flutuante, evocando paisagens imaginárias e ambientes naturais fora da escala convencional. A obra foi esculpida em EPS, reforçada com rede e uma estrutura metálica interna para garantir a sua sustentação, sendo posteriormente revestida com uma base cimentícia que lhe confere a textura e aparência características da rocha. O resultado é uma peça escultórica que alia leveza visual e robustez estrutural, explorando a relação entre natureza, volume e suspensão no espaço.

Rosa Mecânica

A Rosa Mecânica nasceu de um processo de experimentação com esferovite, desenvolvido de forma intuitiva através da sobreposição e cruzamento de blocos e linhas. Inicialmente concebida na vertical, foi ao ser colocada na horizontal que o artista reconheceu a verdadeira identidade da peça, marcando um momento decisivo na sua criação. A obra foi inicialmente pensada com o nome Four Sides, devido às diferentes interpretações visuais que proporcionava consoante o ângulo de observação. No entanto, à medida que o processo evoluía, a composição começou a assemelhar-se a uma rosa, construída cuidadosamente camada após camada, evocando a disposição das suas pétalas. O título Rosa Mecânica reflete a união entre a delicadeza da natureza e a rigidez das formas arquitetónicas. A peça estabelece um equilíbrio entre o orgânico e o mecânico, simbolizando um processo de construção e transformação contínuas.

Lusitania

Talha Portuguesa.

A “Lusitânia” uma peça profundamente inspirada nas raízes e na identidade cultural portuguesa, concebida como uma interpretação contemporânea de um elemento tradicional. Durante o seu processo de criação, o artista refere ter encontrado um forte envolvimento emocional, descrevendo-o como um trabalho capaz de o fazer perder a noção do tempo. A obra representa uma ideia de explosão e transformação, como se a matéria se expandisse de dentro para fora. As fissuras, os relevos e o efeito de cráculo remetem para a imagem da terra seca e gretada pela falta de água, conferindo à peça uma sensação de força, tensão e movimento. Longe de reproduzir a talha portuguesa de forma convencional, o artista procura apresentar uma visão mais contemporânea e revolucionária deste património, preservando a sua essência, mas reinterpretando-a através de uma linguagem escultórica dinâmica e expressiva. O objetivo é homenagear um símbolo marcante da cultura portuguesa, transformando-o numa peça que reflete simultaneamente tradição, inovação e identidade.

Primordio

(Vaso Rocha) – origem primordial da matéria.

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