Aeternum
Monza (“eterno”).
A peça Aeternum teve origem na observação e reinterpretação de um antigo candelabro, cujas linhas e estrutura serviram de inspiração para o desenvolvimento desta obra e de outras peças da mesma coleção. O artista procurou preservar a essência formal do objeto original, simplificando alguns elementos, como os suportes para velas, e adaptando a sua geometria para garantir maior estabilidade e sustentabilidade. Embora a versão apresentada seja executada em cerâmica, a obra pode ser produzida noutros materiais, como fibra, permitindo responder a diferentes contextos de utilização, nomeadamente em espaços exteriores ou quando é necessário reduzir o peso da peça. A peça integra uma coleção exclusiva, mantendo o seu carácter único, embora possam ser realizadas réplicas mediante encomenda. O acabamento resulta de um processo experimental de reações químicas sobre superfícies metálicas, explorando tonalidades de ouro envelhecido, bronze, latão e níquel. A utilização de elementos como sal grosso, vinagre e água oxigenada permitiu criar uma pátina marcada por tons esverdeados e oxidados, evocando a aparência de um objeto antigo. Com este tratamento, o artista pretende transmitir a ideia de um candelabro nobre, pertencente a outra época, que, após séculos de existência, foi reencontrado e preserva as marcas do tempo, conferindo à peça uma forte carga histórica e estética.